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- Flávio Bolsonaro afirma que poderá indicar cinco ministros ao STF caso seja eleito
Em agenda no Ceará, candidato voltou a associar o presidente Lula ao ministro Alexandre de Moraes e criticou a atuação do Supremo O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) voltou a colocar o Supremo Tribunal Federal no centro de sua campanha nesta quarta-feira (16), durante agenda em Juazeiro do Norte, no Ceará. Em discurso, o senador afirmou que, caso seja eleito, poderá indicar cinco novos ministros para o STF. A declaração está relacionada a uma combinação de vagas já abertas, possíveis aposentadorias compulsórias e à hipótese de afastamento do ministro Alexandre de Moraes. Durante o evento, Flávio também voltou a associar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Moraes. Segundo o candidato, ele pretende alterar a composição da Corte caso chegue à Presidência. “Quem está votando em Lula está votando em Alexandre de Moraes”, afirmou Flávio durante o discurso. Cinco possíveis indicações A previsão apresentada pelo candidato considera uma vaga atualmente aberta no Supremo, após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias feita pelo presidente Lula. Também entram na conta três vagas que deverão surgir por aposentadoria compulsória até 2030: as dos ministros Cármen Lúcia, Luiz Fux e Gilmar Mendes. A quinta possibilidade mencionada por Flávio está relacionada à eventual saída de Alexandre de Moraes. O ministro completaria 75 anos em 2043, mas sua permanência na Corte tornou-se um dos principais pontos de confronto no discurso do candidato. Em manifestações anteriores, Flávio já havia defendido o impeachment de Moraes. Pela Constituição, ministros do STF são indicados pelo presidente da República e precisam ter seus nomes aprovados pelo Senado antes da nomeação. Críticas a Lula e ao Supremo Durante a agenda no Ceará, Flávio também criticou o governo federal e os ministros indicados pelo atual presidente. O candidato afirmou que a mudança na composição do Supremo seria necessária para, segundo sua avaliação, reduzir a influência do Executivo sobre a Corte. Em outra declaração, disse que “sem os ministros do Lula no Supremo, a democracia vive”. A associação entre Lula e Moraes vem sendo utilizada por Flávio em diferentes atos de campanha. No último dia 7, durante manifestação na Avenida Paulista, o candidato já havia declarado que indicaria cinco ministros para o STF caso fosse eleito. Moraes, porém, foi indicado ao Supremo em 2017 pelo então presidente Michel Temer, e não por Lula. Crise envolvendo Moraes As declarações ocorrem em meio à repercussão de um julgamento no STF relacionado a uma investigação envolvendo Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A análise foi interrompida após pedido de vista do ministro Flávio Dino. O plenário discutia, entre outros pontos, o procedimento para analisar os processos envolvendo Moraes e o ministro André Mendonça. O episódio passou a ocupar espaço importante no discurso eleitoral de Flávio, que tem utilizado as críticas ao Supremo e especificamente a Moraes como uma das principais linhas de sua campanha. Em Juazeiro do Norte, o candidato afirmou que a situação atual “tem hora para acabar” e voltou a projetar mudanças na composição da Corte a partir de um eventual novo governo.
- Martinelli é chamado por Ancelotti e Fluminense volta a ter representante na Seleção
Volante tricolor assume vaga de João Pedro, cortado por lesão, e fará parte do grupo que enfrentará Austrália e Índia O Fluminense terá novamente um jogador na Seleção Brasileira. O volante Martinelli foi convocado nesta quarta-feira (16) pelo técnico Carlo Ancelotti para os próximos compromissos da equipe nacional. Ele ocupará a vaga de João Pedro, atacante do Chelsea, que foi cortado após sofrer uma lesão. A convocação representa a primeira oportunidade de Martinelli na Seleção principal. Aos 24 anos, o jogador é formado nas categorias de base do Fluminense e vem ocupando papel de destaque no elenco tricolor. A comissão técnica de Ancelotti já vinha acompanhando o volante. O treinador italiano esteve presente em partidas do Fluminense antes da Copa do Mundo e Martinelli estava entre os jogadores observados para o processo de renovação do meio-campo brasileiro. A mudança também mantém a característica de renovação da primeira convocação de Ancelotti depois do Mundial. O treinador afirmou anteriormente que o setor de meio-campo ainda apresenta carência de opções e que os próximos amistosos servirão para ampliar as possibilidades disponíveis para a equipe. De Xerém para a Seleção Martinelli chegou ao Fluminense em 2017, ainda nas categorias de base. Fez sua estreia entre os profissionais em 2020 e, desde então, consolidou-se no elenco principal. O jogador também se tornou uma das referências do grupo tricolor e integra uma geração revelada em Xerém que contou com nomes como João Pedro, André e outros atletas que chegaram ao futebol profissional. A convocação ocorre justamente em um momento de protagonismo do volante no clube. Antes mesmo de ser chamado, Martinelli já havia falado sobre a possibilidade de defender a Seleção. "Se for a hora, vai ser a hora certa", afirmou o jogador após a vitória do Fluminense sobre o Platense, na Libertadores. Agora, a oportunidade chegou. João Pedro fica fora João Pedro, que havia sido incluído na primeira lista de Ancelotti após a Copa, não poderá participar dos próximos compromissos da Seleção. O atacante se lesionou atuando pelo Chelsea e passou a ser desfalque também para o próximo compromisso do clube inglês. A natureza da lesão não foi divulgada oficialmente. O atacante vinha atravessando um bom início de temporada na Inglaterra, com três gols e três assistências em cinco partidas pelo Chelsea, segundo o UOL. Próximos jogos A Seleção Brasileira terá três compromissos nesta Data Fifa estendida. O Brasil enfrentará a Austrália duas vezes, nos dias 25 e 29 de setembro, em Townsville e Brisbane. O terceiro jogo será contra a Índia, em 3 de outubro, em Calcutá. Para Martinelli, será o início de uma nova etapa. Para o Fluminense, a convocação representa o retorno de um jogador do clube à Seleção Brasileira depois de dois anos.
- Terra entra em alerta para tempestade geomagnética causada por atividade solar
A Terra está sob alerta para a chegada de uma tempestade geomagnética provocada por uma ejeção de massa coronal liberada pelo Sol. Segundo a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), o fenômeno pode afetar o campo magnético terrestre até este sábado (29). As ejeções de massa coronal são grandes liberações de plasma e campos magnéticos provenientes do Sol. Quando esse material alcança a região próxima à Terra, pode comprimir o campo magnético que protege o planeta e provocar alterações na atividade geomagnética. O episódio também está relacionado à presença de um buraco coronal, uma região da atmosfera externa do Sol onde o plasma é menos denso e as linhas do campo magnético permanecem abertas. Isso permite que parte do vento solar escape em velocidades elevadas, formando fluxos conhecidos como HSS. NOAA prevê tempestade de nível G2 A escala utilizada para classificar tempestades geomagnéticas vai de G1, considerada menor, a G5, nível extremo. Para esta sexta-feira (28) e sábado (29), a NOAA prevê uma ocorrência de nível G2, classificada como moderada. Tempestades dessa intensidade podem provocar perturbações em sistemas elétricos localizados em regiões de latitude elevada. Entre os efeitos possíveis estão oscilações de tensão e, em episódios prolongados, danos a transformadores. As comunicações também podem sofrer alterações. A propagação de sinais de rádio de alta frequência pode ser prejudicada em áreas mais ao norte, enquanto satélites podem registrar impactos relacionados às mudanças no ambiente espacial. Outro possível efeito é o aumento da ocorrência de auroras boreais. De acordo com a NOAA, durante uma tempestade de nível G2, o fenômeno luminoso pode ser observado em regiões dos Estados Unidos mais ao sul do que o habitual, incluindo áreas próximas a Nova York e Idaho. Primeiro alerta já havia sido emitido Antes da previsão de uma tempestade moderada, a NOAA havia informado a possibilidade de uma ocorrência de nível G1. O episódio menor poderia produzir pequenas oscilações nas redes elétricas, efeitos discretos sobre satélites e alterações relacionadas à orientação de algumas aves migratórias. Apesar de os alertas chamarem atenção, a classificação G2 não representa, por si só, uma ameaça direta à população. Os principais riscos estão relacionados ao funcionamento de determinadas tecnologias e infraestruturas que dependem de sistemas elétricos, de comunicação e de operação espacial. Atividade do Sol pode provocar novos episódios As tempestades geomagnéticas são consequência da interação entre partículas e campos magnéticos provenientes do Sol e a magnetosfera terrestre. A intensidade dos efeitos varia conforme a velocidade, a densidade e a orientação do material lançado pela estrela. Por isso, os especialistas acompanham a trajetória das ejeções de massa coronal para atualizar os níveis de alerta à medida que o material se aproxima da Terra. O episódio previsto para este fim de semana representa mais um exemplo de como fenômenos ocorridos a milhões de quilômetros do planeta podem produzir efeitos sobre tecnologias utilizadas diariamente na Terra.
- Alta do petróleo acelera procura por carros elétricos em diferentes países
O aumento do preço do petróleo vem dando novo impulso ao mercado de veículos elétricos em diferentes partes do mundo. A combinação entre combustíveis mais caros e preocupação com a segurança energética levou consumidores a antecipar a compra de modelos movidos a bateria ou híbridos plug-in. A Agência Internacional de Energia (IEA) estima que esses veículos representarão 29% das vendas de carros novos no mundo em 2026. O resultado representa uma forte evolução em relação a 2020, quando os eletrificados respondiam por apenas 4% das vendas globais. O movimento ganhou força depois do início da guerra entre Estados Unidos e Irã e do fechamento do estreito de Ormuz. Desde então, o petróleo Brent, referência internacional, acumulou alta superior a 25%, pressionando os preços da gasolina e do diesel em diversos mercados. Crescimento aparece fora dos maiores mercados O avanço dos carros elétricos não ocorre de maneira uniforme. China e Estados Unidos, os dois maiores mercados do segmento, enfrentam dificuldades próprias, enquanto países que tradicionalmente tinham participação menor passaram a registrar forte crescimento. Na África do Sul, as vendas mais que quintuplicaram no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior. Na Austrália, no Brasil, na Índia e na Coreia do Sul, as vendas aproximadamente dobraram desde o começo do conflito no Oriente Médio. A participação dos elétricos também avançou de forma significativa em países como Colômbia. O comportamento dos consumidores também aparece nas pesquisas pela internet. Um levantamento da BloombergNEF identificou aumento expressivo nas buscas por veículos elétricos, especialmente em mercados onde o preço dos combustíveis sofreu maiores reajustes. China continua no centro da transformação Apesar do crescimento global, a China registrou uma retração nas vendas totais de veículos elétricos no primeiro semestre. O enfraquecimento da economia e a redução dos incentivos públicos contribuíram para o resultado. Ainda assim, o país permanece muito à frente do restante do mundo e concentra cerca de metade das vendas globais de veículos elétricos. A frota chinesa em circulação é aproximadamente equivalente à soma dos veículos elétricos existentes nos demais países. O setor também fortalece a posição da indústria chinesa no comércio internacional. Empresas do país exportaram cerca de 2,4 milhões de veículos elétricos apenas nos primeiros seis meses de 2026, quase alcançando, em meio ano, o volume exportado durante todo o ano passado. Estados Unidos perdem força No mercado americano, as vendas também recuaram depois que o Congresso, controlado pelos republicanos, encerrou gradualmente o crédito tributário de US$ 7.500 oferecido aos compradores de veículos elétricos. A redução dos incentivos tornou a aquisição desses modelos menos atraente para parte dos consumidores. Mesmo assim, os preços elevados dos combustíveis continuam funcionando como um fator de estímulo à eletrificação em outros mercados. Governos ampliam incentivos A pressão provocada pelo petróleo caro também levou governos a adotar novas medidas para acelerar a substituição dos veículos movidos a combustíveis fósseis. Irlanda e Holanda anunciaram programas para estimular a troca de carros antigos por modelos elétricos. O Chile criou incentivos para ônibus e táxis, enquanto a Espanha prorrogou benefícios fiscais. Na China, novas metas foram estabelecidas para ampliar a eletrificação de caminhões. A IEA avalia que a crise reforçou o argumento de que veículos elétricos podem ajudar os países a reduzir sua exposição ao petróleo importado. Os automóveis representam aproximadamente metade do consumo mundial da commodity. Petróleo pode cair, mas tendência deve continuar Um dos principais pontos de incerteza é o comportamento das vendas caso a guerra termine e o fluxo pelo estreito de Ormuz seja normalizado. Uma eventual queda no preço do petróleo poderia reduzir, no curto prazo, o incentivo econômico para a troca por um veículo elétrico. Analistas, porém, avaliam que o crescimento do setor não depende exclusivamente do preço da gasolina. A redução gradual do custo das baterias pode tornar os elétricos mais competitivos nos próximos anos, diminuindo uma das principais barreiras para sua adoção. Além disso, apesar do preço inicial geralmente mais elevado, os veículos elétricos tendem a apresentar custos menores de combustível e manutenção ao longo da vida útil. A vantagem é especialmente relevante para motoristas que utilizam o carro intensivamente, como profissionais de aplicativos. A disparada do petróleo, portanto, pode ter acelerado uma transformação que já estava em curso. Mesmo quando os preços dos combustíveis voltarem a cair, a combinação entre baterias mais baratas, incentivos públicos e redução dos custos de operação pode manter os carros elétricos avançando no mercado mundial.
- Brasil e Argentina ampliam domínio nas quartas dos torneios sul-americanos
Brasil e Argentina consolidaram, na última década, uma posição de ampla superioridade nas principais competições continentais de clubes. Somados, os dois países representaram 69,4% das equipes que chegaram às quartas de final da Libertadores e da Copa Sul-Americana entre 2017 e 2026. O cenário se repete na atual temporada. Das 16 equipes que permanecem nas duas competições, 11 são brasileiras ou argentinas. Na Libertadores, seis dos oito classificados pertencem aos dois países. Na Sul-Americana, a presença é de cinco entre os oito sobreviventes. A diferença em relação ao período anterior é significativa. Entre 2007 e 2016, Brasil e Argentina respondiam por aproximadamente 54% das vagas nas quartas de final. O crescimento da participação dos dois países se tornou ainda mais evidente a partir de 2017. Presença constante nas fases decisivas Nos últimos dez anos, as equipes brasileiras e argentinas estiveram entre as oito melhores de seus respectivos torneios continentais em pelo menos dez oportunidades por temporada. O menor número ocorreu em 2021, com dez clubes dos dois países, enquanto 2022, 2023 e 2024 registraram 12 representantes. Em 2017, 2018, 2019 e 2020, foram 11 equipes brasileiras ou argentinas nas quartas. Em 2025, o número caiu novamente para dez. Já em 2026, são 11 classificados. O aumento também coincide com a ampliação do número de participantes das competições. A partir de 2017, a Libertadores passou de 38 para 47 clubes, enquanto a Sul-Americana cresceu de 47 para 54 participantes. Domínio vai além das quartas A superioridade dos dois países não aparece apenas nas primeiras fases eliminatórias. Na Libertadores, todas as finais disputadas desde 2017 tiveram representantes brasileiros ou argentinos. O Brasil foi finalista 13 vezes nesse período e conquistou oito títulos. A Argentina chegou a cinco decisões e levantou uma taça. Na Sul-Americana, brasileiros participaram de oito finais desde 2017, com duas conquistas, enquanto os argentinos estiveram em seis decisões e venceram três. Equipes equatorianas também tiveram destaque, com três títulos no período. Uma hegemonia que mudou o equilíbrio continental Os números mostram que o futebol de Brasil e Argentina não apenas mantém presença frequente nas fases decisivas, mas ampliou sua distância em relação aos demais países sul-americanos. A combinação de maior investimento, elencos mais competitivos e presença constante nas competições internacionais ajudou a transformar as quartas de final em um território cada vez mais ocupado por clubes dos dois países. Em 2026, essa tendência continua: 11 das 16 vagas entre Libertadores e Sul-Americana pertencem a brasileiros ou argentinos, reforçando uma hegemonia que já atravessa uma década.
- Rock in Rio aposta no equilíbrio entre rock e pop e coloca DJ no topo do palco principal
O Rock in Rio chega à sua 11ª edição com uma proposta de programação mais diversificada, mas sem abandonar a presença forte do rock e do pop. Realizado no Parque Olímpico, no Rio de Janeiro, o festival também amplia o espaço de gêneros que ganharam força nos últimos anos e terá, pela primeira vez, um DJ encerrando uma noite no principal palco do evento. A edição de 2026 reúne sete atrações principais. Cinco delas estão ligadas ao rock e ao pop: Foo Fighters, Avenged Sevenfold, Twenty One Pilots, Elton John e Maroon 5. As outras duas datas serão comandadas por estilos distintos: a música eletrônica, representada por Calvin Harris, e o k-pop, com o grupo sul-coreano Stray Kids. A nova escalação representa uma mudança em relação a experiências recentes do festival. Nas últimas edições, a organização havia apostado em datas dedicadas exclusivamente a artistas brasileiros, em uma programação liderada por mulheres e em um dia voltado ao trap. Desta vez, essas propostas deixam de ocupar o topo da programação. Foo Fighters retorna com novidades Entre os nomes do rock, o Foo Fighters aparece como uma das principais atrações. A banda volta ao Brasil depois de sua apresentação no The Town e chega ao festival com novidades na formação e um novo álbum, "Your Favorite Toy". O grupo também terá pela frente uma nova sequência de shows em estádios brasileiros no próximo ano. A mesma noite contará ainda com Rise Against e The Hives, reforçando uma programação voltada para diferentes vertentes do rock. O Avenged Sevenfold, por sua vez, retorna ao palco principal depois de apresentações anteriores no festival. A banda liderará uma noite de sonoridade mais pesada, ao lado de artistas como Bring Me the Horizon, Machine Gun Kelly e Bad Omens. Pop domina parte da programação O pop ganha espaço especialmente no encerramento do festival, com Twenty One Pilots como atração principal. A dupla, conhecida por misturar elementos de indie rock e hip-hop, dividirá a data com cantoras como Halsey, Lola Young e Zara Larsson. Já o Maroon 5 estará à frente de uma das noites mais ecléticas da edição. O grupo terá ao lado artistas de estilos bastante diferentes, entre eles J Balvin, Mumford & Sons e Demi Lovato. Os ingressos para essa data já estão esgotados. Calvin Harris fará história no palco Mundo A principal novidade da edição estará na noite comandada por Calvin Harris. O DJ será o primeiro artista da música eletrônica a encerrar uma noite no palco Mundo, o maior do Rock in Rio. Outros DJs já passaram pelo espaço, como Alok, David Guetta e Marshmello, mas em posições anteriores na programação. A apresentação de Harris representa, portanto, uma mudança simbólica na forma como a música eletrônica é colocada no festival. A noite ainda terá Black Eyed Peas, Ne-Yo e Nelly, que estreia no Rock in Rio. Festival amplia mistura de estilos Com datas espalhadas até 13 de setembro, a edição de 2026 procura combinar nomes consolidados da música internacional com tendências que ganharam espaço no mercado global. O resultado é uma programação que mantém o rock como parte importante da identidade do festival, mas abre espaço para pop, música eletrônica e k-pop. Ao reformular a distribuição dos estilos entre os dias, o Rock in Rio busca renovar sua fórmula sem abandonar os grandes nomes capazes de atrair diferentes públicos para a Cidade do Rock.
- Paulinho vive sequência de lesões e participa de apenas 20% dos jogos do Palmeiras
Contratado pelo Palmeiras como uma das principais apostas ofensivas para a temporada de 2025, Paulinho ainda não conseguiu ter uma sequência regular com a camisa alviverde. Desde sua chegada, o atacante participou de apenas 25 dos 125 jogos disputados pelo clube, presença equivalente a 20% das partidas. O histórico recente do jogador é marcado por problemas físicos. Quando foi contratado, Paulinho ainda se recuperava de uma cirurgia realizada no fim de 2024, quando defendia o Atlético-MG. O problema estava relacionado à tíbia da perna direita e adiou sua estreia pelo novo clube. A primeira partida pelo Palmeiras aconteceu somente em abril de 2025, inicialmente com controle de minutos. Poucas semanas depois, entretanto, o atacante voltou a sentir dores na mesma perna durante a partida contra o São Paulo, em 11 de maio. Cirurgias limitaram participação Após o Mundial de Clubes, o departamento médico do Palmeiras decidiu que Paulinho precisaria passar por uma nova cirurgia. A intervenção fez com que o atacante ficasse fora do restante da temporada de 2025. Ainda assim, o jogador teve participação importante em um dos momentos decisivos da campanha. Na vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo, pelas oitavas de final do Mundial, Paulinho marcou na prorrogação o gol que garantiu a classificação palmeirense às quartas de final. Em seu primeiro ano no clube, porém, o atacante entrou em campo somente 16 vezes em 76 partidas disputadas pelo Palmeiras. Terminou a temporada com três gols e duas assistências. A situação voltou a se repetir em 2026. Por causa de outra cirurgia na perna direita, Paulinho começou o ano sem condições de atuar e só retornou aos gramados em maio, no clássico diante do Santos. O retorno aconteceu depois de 302 dias de recuperação. Desde então, o camisa 10 participou de nove dos 49 jogos realizados pelo Palmeiras na temporada. No início de agosto, sofreu uma nova lesão no músculo adutor da perna direita e voltou a ser afastado. Quando já se aproximava de um novo retorno, o atacante sofreu outra contusão durante um treinamento, em 27 de agosto. Desta vez, o problema atingiu o tendão do músculo adutor longo da perna direita. Retorno deve demorar A expectativa inicial de retorno não é otimista. Segundo informações apuradas pelo UOL, Paulinho deverá voltar apenas depois da próxima Data Fifa, prevista para ocorrer entre 21 de setembro e 6 de outubro. A sequência de problemas físicos chama atenção também pelo investimento feito pelo Palmeiras. Para contratar o jogador do Atlético-MG, o clube desembolsou 18 milhões de euros, cerca de R$ 115 milhões na época, além de envolver os jogadores Patrick e Gabriel Menino na negociação. Com contrato até o fim de 2029, Paulinho ainda tem longo vínculo pela frente, mas a dificuldade para permanecer em campo transformou sua passagem pelo Palmeiras em uma sucessão de recuperações, retornos e novas lesões.
- Miss Lara Marina é internada após perder título; namorado afirma que quadro é grave
Lara Marina, que perdeu recentemente o título de Miss Brasil Supranational 2026 após a descoberta de sua gravidez, foi internada no Espírito Santo. Segundo o namorado da modelo, Gustavo, o estado de saúde dela é grave e há preocupação também com a gestação. Em declaração à imprensa, Gustavo afirmou que Lara corre risco e recebeu orientação médica para evitar esforços físicos e situações de estresse emocional. De acordo com ele, as condições apresentadas pela modelo também podem representar risco para o bebê. A internação acontece poucos dias depois de Lara ser destituída do título nacional. A decisão do Concurso Nacional de Beleza (CNB) provocou repercussão nas redes sociais e dividiu opiniões sobre a participação da modelo no concurso internacional. Organização contesta versão sobre perda da coroa O CNB afirmou que a gravidez, isoladamente, não foi responsável pela retirada do título. Segundo a organização, Lara já sabia da gestação antes de viajar para a Polônia, onde representou o Brasil no Miss Supranational, mas não informou a entidade. De acordo com o concurso, um exame realizado em abril indicava uma gestação de aproximadamente sete semanas. A modelo embarcou para a competição internacional em julho e só comunicou oficialmente a gravidez ao CNB após retornar ao Brasil. A entidade também apontou outros supostos descumprimentos contratuais. Entre eles estão períodos em que Lara teria ficado mais de 24 horas sem contato com a produção e alterações de figurino realizadas sem autorização prévia. Durante uma das atividades do concurso, a candidata teria substituído o traje previsto por um maiô. Na ocasião, a justificativa apresentada à organização estava relacionada a problemas intestinais. O CNB ressaltou que existem regras específicas para as participantes e que a organização não permite a participação de candidatas grávidas durante determinadas etapas da competição. A entidade afirmou que a norma busca preservar a segurança das participantes e a igualdade entre as concorrentes. Terceiro lugar na competição internacional Antes da perda do título brasileiro, Lara Marina havia representado o país no Miss Supranational 2026, realizado na Polônia. A brasileira terminou a disputa em terceiro lugar. Após a decisão do CNB, a modelo confirmou publicamente a gravidez e afirmou que a nova fase de sua vida representa uma mudança inesperada de planos. Com a destituição, Camilly Ceccon, que era vice-campeã, deverá assumir oficialmente o título de Miss Brasil Supranational 2026. A cerimônia de coroação está prevista para os próximos dias. A internação de Lara acrescentou um novo capítulo à polêmica. Enquanto o namorado relata preocupação com a saúde da modelo e do bebê, a organização mantém a versão de que a perda da coroa ocorreu em razão de questões contratuais e não simplesmente pela gravidez.
- MPF rejeita pedido da Receita para investigar agentes da Polícia Federal em apreensão de drogas
O Ministério Público Federal decidiu não abrir investigação criminal contra agentes da Polícia Federal envolvidos em uma apreensão de drogas realizada no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. O pedido havia sido apresentado pela Receita Federal, que questionou a forma como os policiais retiraram e inspecionaram bagagens no terminal. A ocorrência aconteceu em 28 de maio. Um cão farejador da Polícia Federal identificou uma mala suspeita que havia chegado em um voo da Emirates, procedente de Dubai. A bagagem estava ainda na área de pátio, antes de passar pelos procedimentos de fiscalização aduaneira. Os policiais solicitaram à companhia aérea que retirasse a mala e localizaram o passageiro responsável durante os procedimentos de imigração no Terminal 3. Outra bagagem vinculada ao mesmo viajante também foi encontrada. Durante a inspeção, realizada na presença de um perito federal e de um intérprete, foram localizados diversos pacotes contendo skunk, uma variedade de cannabis com elevada concentração de THC. O passageiro, de nacionalidade espanhola, foi preso em flagrante e posteriormente denunciado por tráfico internacional de drogas. A Receita Federal, no entanto, entendeu que houve irregularidade na atuação dos policiais. Segundo a representação encaminhada ao MPF, a retirada das malas ocorreu sem que elas fossem submetidas previamente ao controle aduaneiro. O órgão sustentou que os agentes teriam ultrapassado os limites de sua atuação e dificultado o trabalho dos fiscais. A Receita também apontou que parte dos policiais não estaria utilizando as credenciais exigidas para circulação na área aeroportuária e avaliou que a conduta poderia caracterizar usurpação de função pública, além de justificar aplicação de multa. O procurador responsável pelo caso rejeitou o pedido de abertura de investigação. Na avaliação do MPF, não havia indícios de crime na atuação dos agentes e a Polícia Federal agiu dentro de suas atribuições de segurança. Um dos argumentos considerados pelo Ministério Público foi o conteúdo encontrado nas malas. Além da droga, foram registrados um passaporte, um telefone celular e 380 euros. Como não havia mercadorias sujeitas à fiscalização tributária, o MPF concluiu que não existia, naquele momento, uma questão de interesse aduaneiro que justificasse a intervenção da Receita. O parecer também destacou que a Polícia Federal possui competência constitucional para combater o tráfico de drogas e exercer funções de polícia aeroportuária. A Receita, por sua vez, é responsável pela fiscalização do comércio exterior e por ações relacionadas ao tráfico dentro de sua esfera de competência. Conflito entre os órgãos se intensifica O episódio ocorre em meio a uma disputa mais ampla entre Receita Federal e Polícia Federal sobre os limites de atuação de seus servidores em operações dentro dos aeroportos. A Polícia Federal abriu cinco inquéritos para investigar possíveis situações em que servidores da Receita teriam desempenhado funções consideradas exclusivas de policiais. Um desses procedimentos já foi arquivado. Entre os casos analisados está uma operação em que funcionários da Receita utilizaram fuzis para deter suspeitos de tráfico em uma área de mata localizada dentro da zona restrita de um aeroporto. O Ministério Público Federal não identificou crime e pediu o arquivamento, posteriormente aceito pela Justiça Federal. Outro procedimento apura a realização de interrogatórios de suspeitos durante gravações do programa televisivo "Aeroporto: Área Restrita". A Polícia Federal considera que a atuação dos servidores pode ter ultrapassado suas atribuições legais. Protocolo conjunto continua sem definição As duas instituições também tentam estabelecer um protocolo para definir como cada órgão deve agir durante apreensões de drogas e outras ocorrências nos aeroportos. As negociações, porém, estão paralisadas. Enquanto representantes da Receita defendem a continuidade da participação de seus servidores nessas operações, a Polícia Federal sustenta que determinadas iniciativas extrapolam as atribuições administrativas do órgão. O impasse mantém aberta uma disputa sobre os limites entre fiscalização aduaneira e segurança pública. A decisão do MPF no caso de Guarulhos, ao afastar a hipótese de crime por parte dos policiais, acrescenta mais um capítulo à disputa entre as duas instituições.
- Enchente atinge usinas no Nepal e deixa mais de 900 trabalhadores desaparecidos
Uma forte enchente atingiu nesta quarta-feira (26) uma região do norte do Nepal e deixou mais de 900 trabalhadores de projetos hidrelétricos desaparecidos. Segundo informações da agência nepalesa responsável pela resposta a desastres, 14 instalações foram afetadas pelas águas. Os empreendimentos atingidos estão espalhados ao longo dos rios Bhotekoshi e Trishuli, em uma área montanhosa próxima à fronteira com o Tibete. A força da água destruiu construções, derrubou pontes e provocou danos severos à infraestrutura das usinas. Equipes de emergência trabalham nas áreas atingidas em busca de sobreviventes. Imagens divulgadas após o desastre mostram socorristas retirando pessoas de túneis tomados pela lama. As autoridades ainda tentam determinar quantos dos desaparecidos podem estar presos dentro das estruturas ou entre os escombros. O número de pessoas não localizadas em decorrência das enchentes, considerando toda a região afetada, já ultrapassa 2.400. O cenário é agravado pelas dificuldades de acesso às áreas montanhosas e pelos danos provocados às estradas e pontes. Expansão das hidrelétricas aumenta presença na região O setor de energia hidrelétrica ganhou força no Nepal nos últimos anos, impulsionado pela grande disponibilidade de rios em áreas de forte declive. A mesma geografia, porém, expõe os empreendimentos a enchentes, deslizamentos de terra e terremotos. A expansão levou empresas estrangeiras, especialmente chinesas, a participar de obras de construção de usinas na região. Os projetos empregam engenheiros e trabalhadores nepaleses, muitos deles vindos de outras partes do país em busca de emprego. Parte dos operários atua diretamente na abertura e manutenção de túneis subterrâneos, em atividades realizadas em condições particularmente difíceis. Com dezenas de instalações concentradas em uma mesma área, especialistas afirmam que a existência de estradas e outras estruturas de apoio facilita a implantação de novos empreendimentos. O desastre, entretanto, volta a chamar atenção para os riscos enfrentados por trabalhadores e comunidades que vivem em áreas sujeitas a eventos climáticos extremos.
- Estrelas da Casa estreia de roupa nova, mas ainda procura sua própria voz
Há programas que precisam de uma nova temporada. Estrelas da Casa precisava de uma nova identidade. A terceira temporada estreou ontem na Globo com a promessa de deixar para trás boa parte do que não funcionou nos dois primeiros anos. A mudança é evidente: agora não há apenas um vencedor a ser descoberto, mas a tentativa de formar grupos musicais, divididos inicialmente entre Pop e Pagode, sob a orientação de Junior Lima e Belo. Anitta chega como conselheira, e Ana Clara permanece no comando. A reformulação é bem-vinda. O problema é que a estreia parece ter sido construída como se o público já soubesse exatamente o que está acontecendo. Não sabe. O programa passou boa parte da noite apresentando candidatos, performances e novas regras, mas não encontrou uma maneira suficientemente simples de explicar qual é, afinal, a graça dessa competição. Quem escolhe? Quem permanece? Qual é o peso do público? Qual é o peso dos mentores? E, principalmente, o que significa vencer quando o objetivo não é simplesmente encontrar um cantor, mas formar um grupo? São perguntas básicas para um programa de estreia. E um reality não deveria exigir do espectador um manual de instruções antes de oferecer uma razão para continuar assistindo. A maior falha está justamente onde deveria estar o coração da atração: nos candidatos. Há muito esforço para apresentar a nova embalagem, mas pouco tempo para fazer com que o público conheça as pessoas dentro dela. As seletivas, que poderiam transformar desconhecidos em personagens pelos quais alguém naturalmente torceria, aparecem comprimidas demais. A estreia tinha uma oportunidade preciosa de criar vínculos. Preferiu gastar parte dela explicando o mecanismo. E então aparece Anitta. A cantora não precisou de cenário especial, discurso ensaiado ou grande construção narrativa para entender o que faltava ao programa. Bastou reagir. Suas opiniões diretas sobre os candidatos, figurinos e escolhas musicais foram o elemento mais espontâneo da noite. Anitta fez algo que os realities costumam demorar para conseguir: criou a sensação de que alguém dentro do programa também estava assistindo àquilo conosco. Não tentou proteger cada apresentação com elogios protocolares. Comentou, criticou, brincou e, em alguns momentos, pareceu genuinamente surpresa. O público respondeu imediatamente. A estreia chegou ao primeiro lugar dos assuntos mais comentados no X, e a repercussão se concentrou justamente na participação da conselheira. Isso não significa que Estrelas da Casa tenha encontrado sua fórmula. Significa apenas que encontrou, por enquanto, sua melhor personagem. Ana Clara continua sendo outro ponto forte. A apresentadora parece cada vez mais confortável em um papel que exige velocidade, improviso e alguma capacidade de absorver situações inesperadas. E isso foi particularmente útil quando Anitta resolveu abandonar o comportamento previsível de convidada televisiva e assumir o de espectadora sem filtro. Junior também funciona melhor quando aparece como músico do que quando precisa simplesmente ocupar a posição de mentor. Sua participação musical trouxe energia à estreia, mas o programa ainda precisa encontrar uma maneira de fazer com que sua experiência se transforme em dramaturgia, e não apenas em autoridade de palco. O maior mérito desta terceira temporada, portanto, é ter percebido que o formato anterior não estava funcionando e ter tido coragem de mexer nele. O maior problema é que a Globo parece ter reformulado o programa antes de descobrir como contar essa nova história. Há potencial. A divisão entre Pop e Pagode pode produzir uma competição mais clara. A presença de mentores com personalidades distintas pode criar conflitos e aprendizados interessantes. A dinâmica de formação dos grupos abre espaço para uma narrativa diferente daquela dos realities tradicionais de eliminação. E a proposta de acompanhar os participantes também em experiências reais do mercado musical pode finalmente aproximar o programa do objetivo que sempre esteve no seu título: revelar artistas. Mas nada disso funciona se o público não tiver motivos para se importar com quem está no palco. Estrelas da Casa já entendeu que precisava mudar. Agora precisa descobrir por que alguém deveria ficar. Por enquanto, a resposta tem nome, sobrenome e nenhuma dificuldade em dizer o que pensa: Anitta. O resto ainda está em audição.
- Atentado em Marrakesh acende guerra nas sombras entre Marrocos e Argélia
A fachada do Atlas Asni ainda carrega as marcas de agosto. Dois turistas espanhóis mortos, um hotel de luxo no coração de Marrakesh transformado em cena de crime, e uma crise diplomática que o governo marroquino tenta controlar com o mesmo cuidado com que se segura uma faca pela lâmina. O atentado durou minutos. As consequências, ninguém sabe ao certo quanto tempo vão durar. Rabat foi rápida em apontar o dedo para a Argélia. Mais precisamente, para o GIA — Groupe Islamique Armé —, organização extremista que opera a partir do território argelino e que, segundo autoridades marroquinas, planejou e financiou o ataque. A Argélia nega qualquer envolvimento. O que se seguiu foi o fechamento imediato da fronteira entre os dois países — uma decisão que, na prática, sepulta anos de esforços de aproximação entre as duas nações do Magrebe. Esta reportagem passou dez dias no Marrocos. O que encontrou é mais complexo do que a versão oficial de qualquer um dos lados. "Ninguém aqui acredita que foi simples", disse uma fonte ligada à imprensa local, que pediu para não ser identificada. "Há interesses demais em jogo para que isso seja apenas o que parece." O Atlas Asni não é um hotel qualquer. Frequentado por diplomatas e empresários europeus, sua clientela o tornava um alvo de alto valor simbólico. Fontes de segurança ouvidas pelo Correio do Rio sugerem que o ataque pode ter sido menos uma operação terrorista convencional e mais uma mensagem — enviada por quem, e para quem, ainda é matéria de disputa nos bastidores dos dois governos. A fronteira fechada não é apenas uma linha no mapa. É uma artéria econômica paralisada, comunidades divididas, famílias separadas. No posto de Oujda, na fronteira nordeste, homens esperam com malas nas mãos por uma reabertura que não vem. Uma comerciante de tecidos que cruzava a fronteira toda semana resumiu o que muitos pensam, mas poucos dizem em voz alta: "Quem sofre somos nós. Os que fecharam a fronteira não precisam cruzá-la." Os serviços de inteligência marroquinos não concederam entrevistas. O Ministério do Interior respondeu com uma nota de duas linhas reafirmando a responsabilidade argelina. Fontes argelinas consultadas remotamente descreveram as acusações como desvio de atenção de problemas internos. O atentado do Atlas Asni serve a propósitos que vão além do ato em si. A crise entre Marrocos e Argélia existia antes de agosto. O que mudou é que agora ela tem um nome, uma data e dois mortos que o mundo ocidental não vai esquecer tão cedo. A guerra nas sombras entre os dois países não começa aqui. Apenas fica mais difícil de ignorar.










