Brasil e Argentina ampliam domínio nas quartas dos torneios sul-americanos

Brasil e Argentina consolidaram, na última década, uma posição de ampla superioridade nas principais competições continentais de clubes. Somados, os dois países representaram 69,4% das equipes que chegaram às quartas de final da Libertadores e da Copa Sul-Americana entre 2017 e 2026.
O cenário se repete na atual temporada. Das 16 equipes que permanecem nas duas competições, 11 são brasileiras ou argentinas. Na Libertadores, seis dos oito classificados pertencem aos dois países. Na Sul-Americana, a presença é de cinco entre os oito sobreviventes.
A diferença em relação ao período anterior é significativa. Entre 2007 e 2016, Brasil e Argentina respondiam por aproximadamente 54% das vagas nas quartas de final. O crescimento da participação dos dois países se tornou ainda mais evidente a partir de 2017.
Presença constante nas fases decisivas
Nos últimos dez anos, as equipes brasileiras e argentinas estiveram entre as oito melhores de seus respectivos torneios continentais em pelo menos dez oportunidades por temporada. O menor número ocorreu em 2021, com dez clubes dos dois países, enquanto 2022, 2023 e 2024 registraram 12 representantes.
Em 2017, 2018, 2019 e 2020, foram 11 equipes brasileiras ou argentinas nas quartas. Em 2025, o número caiu novamente para dez. Já em 2026, são 11 classificados.
O aumento também coincide com a ampliação do número de participantes das competições. A partir de 2017, a Libertadores passou de 38 para 47 clubes, enquanto a Sul-Americana cresceu de 47 para 54 participantes.
Domínio vai além das quartas
A superioridade dos dois países não aparece apenas nas primeiras fases eliminatórias. Na Libertadores, todas as finais disputadas desde 2017 tiveram representantes brasileiros ou argentinos.
O Brasil foi finalista 13 vezes nesse período e conquistou oito títulos. A Argentina chegou a cinco decisões e levantou uma taça.
Na Sul-Americana, brasileiros participaram de oito finais desde 2017, com duas conquistas, enquanto os argentinos estiveram em seis decisões e venceram três. Equipes equatorianas também tiveram destaque, com três títulos no período.
Uma hegemonia que mudou o equilíbrio continental
Os números mostram que o futebol de Brasil e Argentina não apenas mantém presença frequente nas fases decisivas, mas ampliou sua distância em relação aos demais países sul-americanos.
A combinação de maior investimento, elencos mais competitivos e presença constante nas competições internacionais ajudou a transformar as quartas de final em um território cada vez mais ocupado por clubes dos dois países.
Em 2026, essa tendência continua: 11 das 16 vagas entre Libertadores e Sul-Americana pertencem a brasileiros ou argentinos, reforçando uma hegemonia que já atravessa uma década.


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