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  • Coração de doador mais velho pode “rejuvenescer” após transplante em paciente jovem

    Estudo de pesquisadores de Harvard encontrou mudanças nos marcadores biológicos de envelhecimento de corações transplantados; descoberta pode ampliar o número de órgãos disponíveis para doação Um coração mais velho pode mudar biologicamente depois de ser transplantado para uma pessoa mais jovem. É o que sugere uma nova pesquisa conduzida por pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. O estudo encontrou evidências de que a idade biológica do coração transplantado passa a se aproximar da idade de quem recebeu o órgão. O fenômeno foi observado primeiro em camundongos e, posteriormente, identificado também em análises de pacientes humanos. A descoberta pode ter uma consequência importante: ampliar o número de corações considerados potencialmente adequados para transplantes. Mas há uma ressalva. O trabalho foi publicado como preprint, uma versão preliminar de uma pesquisa que ainda não passou pela revisão por pares. Portanto, os resultados ainda precisam ser confirmados pela comunidade científica. O coração acompanha a idade do novo corpo A equipe analisou o que acontecia com corações transplantados entre indivíduos de idades diferentes. Nos experimentos com camundongos, órgãos retirados de animais mais velhos apresentaram sinais de rejuvenescimento molecular quando passaram a funcionar dentro de animais jovens. O movimento contrário também foi observado: corações jovens transplantados para animais mais velhos apresentaram sinais associados ao envelhecimento. Para investigar o fenômeno, os pesquisadores analisaram marcadores relacionados ao envelhecimento celular, incluindo metilação do DNA e padrões de expressão gênica. Esses mecanismos ajudam a indicar como as células estão funcionando e como seu estado biológico se relaciona com a idade. E nos seres humanos? Depois dos experimentos com animais, os pesquisadores analisaram amostras de corações transplantados de pacientes do Brigham and Women's Hospital, em Boston. Foram avaliados dados de 11 transplantes nos quais havia uma diferença significativa entre a idade do doador e a do receptor. Nos casos em que um coração mais velho havia sido transplantado para uma pessoa mais jovem, os marcadores moleculares do órgão passaram a apresentar características mais próximas da idade do receptor. O mesmo princípio apareceu no sentido inverso: corações de doadores mais jovens apresentaram sinais de envelhecimento quando foram colocados em organismos mais velhos. A conclusão dos pesquisadores é que o ambiente do novo organismo parece exercer uma influência importante sobre a idade biológica do tecido transplantado. Não significa que o órgão fique literalmente mais jovem Apesar do resultado chamar atenção, a pesquisa não mostra que um coração envelhecido simplesmente “volta no tempo”. Os pesquisadores identificaram principalmente alterações em marcadores moleculares associados à idade biológica. Além disso, todos os corações transplantados apresentaram algum nível de envelhecimento, possivelmente relacionado ao estresse provocado pelo próprio procedimento de transplante. Por isso, a ideia de “rejuvenescimento” deve ser entendida como uma mudança nos sinais biológicos observados no tecido — e não como uma reversão completa do envelhecimento do órgão. Descoberta pode ajudar a aumentar doações A possível consequência prática é uma das partes mais importantes do estudo. Atualmente, há uma forte preferência por corações de doadores mais jovens, enquanto milhares de pessoas dependem de transplantes e a quantidade de órgãos disponíveis é limitada. Se pesquisas futuras confirmarem que corações mais velhos podem funcionar adequadamente em receptores jovens e apresentar essa adaptação biológica, órgãos que hoje poderiam ser considerados menos desejáveis talvez possam ser utilizados em mais transplantes. Os próprios pesquisadores apontam que a descoberta pode ajudar a repensar como os órgãos são distribuídos entre doadores e receptores. Ainda é cedo, porém, para transformar o resultado em uma nova regra médica. O estudo precisa passar pela revisão de outros cientistas e ser reproduzido em pesquisas maiores antes que seja possível saber até que ponto esse fenômeno pode mudar a prática dos transplantes. Por enquanto, a pesquisa oferece uma possibilidade intrigante: o órgão pode carregar a idade de quem o doou, mas o corpo que o recebe parece ter alguma capacidade de mudar essa característica. Fonte: Folha de S.Paulo e estudo publicado no bioRxiv.

  • Elenco de Friends decide não participar de documentário sobre Matthew Perry

    Jennifer Aniston, Courteney Cox, Lisa Kudrow, Matt LeBlanc e David Schwimmer foram procurados pela produção, mas optaram por não participar da série documental da Netflix O novo documentário sobre Matthew Perry, o eterno Chandler Bing de Friends, terá uma ausência que certamente será percebida pelos fãs da série: nenhum dos cinco protagonistas que dividiram a tela com o ator aceitou participar da produção. Segundo informações do site Page Six, Jennifer Aniston, Courteney Cox, Lisa Kudrow, Matt LeBlanc e David Schwimmer foram procurados pela equipe responsável pelo documentário The One About Matthew Perry, mas decidiram não conceder depoimentos para a produção. A série documental estreia na Netflix em 27 de outubro, três anos após a morte de Perry. Uma ausência que chama atenção A participação dos antigos colegas de elenco poderia parecer natural. Afinal, Matthew Perry passou dez anos ao lado de Aniston, Cox, Kudrow, LeBlanc e Schwimmer em Friends, entre 1994 e 2004. O grupo também manteve uma relação próxima depois do fim da sitcom e voltou a aparecer junto em diferentes ocasiões, incluindo o especial de reunião da série. De acordo com uma fonte ouvida pelo Page Six, os cinco foram convidados, mas decidiram não participar. A publicação também afirma que, no caso de Jennifer Aniston, pessoas próximas à atriz consideraram que falar publicamente sobre a perda seria particularmente doloroso para ela. Essa explicação, porém, foi atribuída a uma fonte e não a uma declaração pública da atriz. O que o documentário vai mostrar? Sem os protagonistas de Friends, a produção seguirá outro caminho para reconstruir a história de Perry. The One About Matthew Perry terá três episódios e contará com depoimentos de familiares, amigos e pessoas que trabalharam com o ator. Entre os participantes está sua irmã, Mia Perry Bowick, que fala publicamente sobre o irmão pela primeira vez. A produção também reúne fotografias e vídeos inéditos do arquivo particular da família Perry, além de relatos sobre sua carreira e sua luta contra a dependência química. O objetivo é apresentar Matthew Perry para além do personagem que o tornou mundialmente conhecido. Chandler era apenas uma parte da história. O documentário pretende mostrar também o ator antes e depois de Friends, seus trabalhos em outras produções e as dificuldades pessoais que enfrentou ao longo da vida. Três anos depois Matthew Perry morreu em outubro de 2023, aos 54 anos. A investigação apontou os efeitos agudos da cetamina como causa de sua morte, classificada como acidental. O caso posteriormente levou à prisão e condenação de pessoas envolvidas no fornecimento da substância. Agora, três anos depois, a Netflix prepara um retrato mais íntimo do ator — desta vez contado por pessoas de seu círculo pessoal e profissional. E, embora os cinco amigos que ajudaram a transformar Chandler Bing em um dos personagens mais conhecidos da televisão não estejam no documentário, a ausência deles também diz algo sobre a dimensão pessoal da história que a produção pretende contar. “The One About Matthew Perry” estreia em 27 de outubro na Netflix.

  • Lula e Flávio percorrem o país, mas concentram reta final da campanha no Sudeste

    Principais candidatos à Presidência fizeram viagens por diferentes regiões durante o primeiro turno, mas deram atenção especial aos estados do Sudeste A reta final do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 colocou Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em uma verdadeira maratona de viagens pelo país. Apesar de terem percorrido diferentes regiões desde o início oficial da campanha, os dois candidatos concentraram parte importante de suas agendas no Sudeste nos últimos dias antes da votação. Segundo levantamento publicado pelo UOL, Lula realizou atos em 13 estados e no Distrito Federal durante a campanha, enquanto Flávio passou por 17 estados. O Sudeste, que reúne mais de 40% do eleitorado brasileiro, recebeu atenção especial das duas campanhas. A região reúne os maiores colégios eleitorais do país e também apresenta cenários distintos entre seus estados. Lula aposta em Minas e São Paulo A campanha de Lula concentrou boa parte das últimas agendas em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Minas Gerais recebeu cinco visitas do candidato durante o primeiro turno. São Paulo também teve cinco agendas, contando a caminhada prevista para o encerramento da campanha. Já o Rio de Janeiro recebeu quatro comícios e atos públicos. Na sexta-feira (2), Lula participou de caminhadas no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte. Para o sábado (3), estava prevista uma caminhada em São Paulo, encerrando sua agenda de campanha antes da votação. Ao longo do primeiro turno, Lula também esteve em estados do Nordeste, no Pará e nos três estados da Região Sul. Flávio amplia presença no Nordeste Flávio Bolsonaro concentrou sua campanha principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo, mas também dedicou parte significativa de setembro às viagens pelo Nordeste. No Rio, onde iniciou a campanha com um ato em Copacabana, o candidato realizou diferentes atividades ao longo do período eleitoral. Em São Paulo, contou com a presença e o apoio de lideranças políticas locais, incluindo o governador Tarcísio de Freitas. A campanha também levou Flávio a diferentes estados nordestinos. Segundo o UOL, a estratégia coordenada para a região buscou ampliar sua presença em estados onde Lula possui forte votação histórica. Na véspera da votação, Flávio tinha prevista uma carreata pelo interior de São Paulo, ao lado de Tarcísio de Freitas, passando por Santa Bárbara d'Oeste e Americana. No domingo, a previsão era de que votasse no Rio de Janeiro. Por que o Sudeste concentra tanta atenção? A resposta está principalmente no tamanho do eleitorado. São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro estão entre os maiores colégios eleitorais do país, e juntos representam uma parcela expressiva dos votos nacionais. Por isso, as campanhas dos principais candidatos intensificaram a presença nesses estados durante a reta final. Os dados de pesquisas divulgados nos últimos dias também mostram diferenças importantes entre os três estados. Em levantamento do Datafolha divulgado em 2 de outubro, Lula aparecia à frente de Flávio em Minas Gerais, enquanto Flávio aparecia à frente no Rio de Janeiro; em São Paulo, os dois estavam próximos dentro da margem de erro. Esses números são retratos de pesquisas realizadas antes da votação e não representam o resultado das urnas. Com o fim dos atos de campanha neste sábado, os dois candidatos encerram uma primeira etapa marcada por viagens, eventos públicos e diferentes estratégias regionais. Agora, a disputa passa para o eleitorado, que vai às urnas neste domingo (4). Fonte: UOL.

  • Nova série de Harry Potter promete mostrar o que ficou de fora dos filmes

    Com mais tempo para desenvolver a história, produção da HBO pretende adaptar um livro por temporada e explorar personagens e acontecimentos que ficaram de fora do cinema Mais de uma década depois de Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 encerrar a saga nos cinemas, Hogwarts está prestes a abrir novamente suas portas. Desta vez, porém, a história terá muito mais tempo para ser contada. A nova série de Harry Potter, produzida pela HBO, chega cercada por uma comparação inevitável com os oito filmes lançados entre 2001 e 2011. Mas, para David Heyman, produtor dos longas originais e também envolvido na nova produção, é justamente aí que a série pode encontrar sua principal vantagem. Em participação no podcast Harry Potter: From Film to Series, Heyman afirmou que o formato televisivo permitirá aprofundar personagens e situações que precisaram ser condensadas nas adaptações cinematográficas. A diferença parece simples, mas pode mudar bastante a experiência de quem conhece os livros. Mais tempo dentro de Hogwarts Nos filmes, acontecimentos importantes precisaram ser resumidos ou completamente retirados para que cada história coubesse em algumas horas. Na série, a proposta é outra. A HBO pretende dedicar uma temporada inteira para cada livro da saga, começando por Harry Potter e a Pedra Filosofal. Isso significa que momentos que passaram rapidamente pelos filmes poderão ganhar mais espaço — e algumas histórias que sequer chegaram às telas poderão finalmente aparecer. A chegada de Harry a Hogwarts é um dos exemplos citados por Heyman. A descoberta de um mundo completamente novo, a sensação de estar sozinho, a pressão sobre Harry e os conflitos internos de Hermione e Ron são elementos que, segundo o produtor, poderão ser explorados com mais profundidade. E há muito material para isso. Ron, por exemplo, terá espaço para lidar melhor com a sensação de inferioridade provocada pela própria família. Hermione poderá ter suas inseguranças e dificuldades mais desenvolvidas. Harry, por sua vez, poderá experimentar com mais calma a dimensão de ser, literalmente, "Harry Potter". Uma Hogwarts diferente A nova produção também não pretende simplesmente reconstruir os filmes cena por cena. Com um novo elenco e novos cenários, a série terá a oportunidade de criar sua própria versão de Hogwarts e dos demais ambientes apresentados nos livros. O protagonista será interpretado por Dominic McLaughlin, enquanto Arabella Stanton viverá Hermione e Alastair Stout será Ron. A primeira temporada tem previsão de estreia para 25 de dezembro de 2026. E a HBO já trabalha na segunda temporada. Entre as novidades anunciadas estão Billy Barratt como Tom Riddle, Lenny Rush como Dobby e Bonnie Hill como Ginny Weasley. Warwick Davis também retornará à produção. O desafio de mexer com uma história conhecida A nova série terá uma tarefa particularmente difícil: contar novamente uma história que milhões de pessoas já conhecem de cor. Os filmes se tornaram parte da memória de uma geração e ajudaram a transformar Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint e Tom Felton em estrelas mundiais. Agora, a HBO terá a oportunidade de fazer algo que os filmes simplesmente não tinham tempo para fazer: ficar mais tempo dentro dos livros. Se a promessa será suficiente para conquistar quem cresceu com os filmes, só o tempo dirá. Mas uma coisa já está definida: desta vez, Hogwarts terá muito mais horas para contar sua história.

  • Quem foi Fernando Milan, jornalista que fez parte da história de O Correio do Rio?

    Nome de antigo jornalista do veículo voltou a circular nas redes sociais e levantou perguntas sobre seu desaparecimento. O nome de Fernando Milan voltou a chamar a atenção nas redes sociais nos últimos dias. Jornalista que fez parte da redação de O Correio do Rio entre as décadas de 1990 e 2000, Milan desapareceu há cerca de quinze anos e, desde então, pouco se falou sobre seu paradeiro. A movimentação começou no X, onde um usuário passou a procurar informações sobre o antigo jornalista e acabou despertando a curiosidade de outras pessoas. Em uma das publicações, a pergunta foi direta: “alguém sabe algo sobre um jornalista chamado fernando milan? sumiu faz uns 15 anos, era do rj” Pouco depois, o perfil voltou ao assunto: “ele era um jornalista famoso nos anos 90/2000, alguém lembra dele?” As perguntas acabaram levando outras pessoas a procurar pelo nome de Milan. Fernando Milan fez parte da história de O Correio do Rio e publicou reportagens pelo jornal durante sua carreira. Registros de seu trabalho ainda podem ser encontrados, mas informações sobre sua trajetória depois de deixar a redação são bastante escassas. É justamente essa ausência de informações que tornou a busca recente particularmente curiosa. A procura também levou usuários a encontrar um antigo perfil no Instagram associado ao jornalista. A conta está inativa há anos e traz apenas uma pequena descrição. Não há, no perfil, uma explicação sobre o desaparecimento de Milan nem qualquer indicação evidente sobre o motivo pelo qual seu nome voltou a circular agora. O perfil @tango77_ continuou procurando informações sobre o jornalista. Em outra publicação, o usuário afirmou ter encontrado referências antigas a Milan, mas destacou que havia “quase nada na internet” sobre ele. A partir daí, outras pessoas começaram a pesquisar o nome e a procurar possíveis registros que pudessem ajudar a reconstruir a trajetória do antigo jornalista. Ainda não está claro o que motivou a busca por Fernando Milan ou quem está por trás da investigação iniciada nas redes sociais. Também não há, até o momento, uma explicação pública para o desaparecimento do jornalista. O que existe são registros de um profissional que passou pela redação de O Correio do Rio, um perfil antigo aparentemente abandonado e, agora, alguém tentando descobrir o que aconteceu com ele. Quem souber alguma informação sobre Fernando Milan pode entrar em contato com a redação de O Correio do Rio.

  • Pioneiro da inteligência artificial alerta: “Estamos perdendo o controle”

    Yoshua Bengio defende medidas de segurança mais rígidas e compara necessidade de proteção da IA a controles adotados para armas nucleares Um dos pesquisadores considerados fundamentais para o desenvolvimento da inteligência artificial voltou a fazer um alerta sobre os riscos associados ao avanço acelerado da tecnologia. Em entrevista à AFP, o cientista da computação canadense Yoshua Bengio, de 62 anos, afirmou que a humanidade está “perdendo o controle” sobre a inteligência artificial e defendeu a adoção de mecanismos de proteção antes que sistemas cada vez mais avançados se tornem difíceis de controlar. Bengio é considerado um dos pioneiros da área e recebeu, ao lado de Geoffrey Hinton e Yann LeCun, o Prêmio Turing de 2018 por trabalhos que ajudaram a estabelecer as bases do aprendizado profundo, uma das tecnologias fundamentais para os atuais sistemas de IA. Agora, o pesquisador afirma que a velocidade de desenvolvimento da tecnologia exige uma discussão mais ampla sobre segurança. “Estamos perdendo o controle” Durante a entrevista concedida na terça-feira (15), Bengio afirmou que existe uma razão para que integrantes da própria indústria estejam alertando sobre a velocidade com que a inteligência artificial está avançando. Segundo ele, as discussões sobre segurança não acompanharam a dimensão dos avanços tecnológicos registrados nos últimos anos. O pesquisador também defendeu que o desenvolvimento de sistemas cada vez mais poderosos seja acompanhado por mecanismos de proteção semelhantes, em escala e rigor, aos controles internacionais adotados para tecnologias de alto risco. Entre as comparações feitas por Bengio está a necessidade de estabelecer salvaguardas para a IA antes que sistemas mais autônomos possam executar tarefas complexas com pouca intervenção humana. O que preocupa os pesquisadores Uma das questões centrais no debate atual é o desenvolvimento de sistemas capazes de executar sequências cada vez maiores de tarefas de forma autônoma. Isso inclui agentes de IA capazes de pesquisar informações, utilizar ferramentas digitais, escrever e executar códigos e tomar decisões dentro de determinados ambientes. Para Bengio, o problema não está apenas na capacidade atual desses sistemas, mas na velocidade com que suas capacidades podem aumentar. O alerta ocorre enquanto empresas como OpenAI, Anthropic e Google DeepMind discutem a criação de mecanismos independentes de supervisão dos riscos associados à inteligência artificial. As empresas vêm defendendo maior atenção à segurança e à criação de estruturas capazes de acompanhar o desenvolvimento da tecnologia. Debate divide o setor O alerta de Bengio não representa uma posição consensual entre pesquisadores e empresas de tecnologia. Enquanto alguns especialistas defendem que o avanço da IA deve ser acompanhado de regulações e testes de segurança mais rigorosos, outros argumentam que previsões sobre riscos extremos podem ser exageradas e que o foco deve estar nos problemas concretos já existentes, como desinformação, fraudes, segurança digital e impactos no mercado de trabalho. O próprio setor de tecnologia tem apresentado posições diferentes sobre o ritmo de desenvolvimento da IA. Nos últimos meses, empresas e pesquisadores passaram a discutir propostas de supervisão, testes de segurança e limites para determinados sistemas. Uma discussão que deixou de ser futurista A preocupação com o controle da inteligência artificial já não está restrita a cenários de ficção científica. Sistemas generativos são utilizados atualmente para produzir textos, imagens, vídeos e códigos, enquanto agentes capazes de realizar tarefas de maneira parcialmente autônoma estão sendo desenvolvidos por diferentes empresas. Ao mesmo tempo, governos discutem regras para acompanhar uma tecnologia que evolui em ritmo mais rápido do que muitos dos processos tradicionais de regulamentação. Para Bengio, o momento exige justamente que a discussão sobre segurança aconteça antes de sistemas ainda mais avançados chegarem ao cotidiano. O alerta de um dos pesquisadores que ajudaram a construir as bases da atual revolução da inteligência artificial adiciona mais peso a um debate que já envolve cientistas, empresas e governos em diferentes partes do mundo.

  • Priscilla revela que Anitta recusou convite para parceria em “Meu Santo Me Guarde”

    Cantora contou que enviou a faixa para Anitta pensando em um feat, mas recebeu uma resposta direta da artista Priscilla revelou que tentou contar com Anitta em uma das músicas de seu novo álbum, mas a parceria acabou não acontecendo. Em entrevista ao Manual, a cantora contou que convidou Anitta para participar de “Meu Santo Me Guarde”, faixa do álbum ECO. As duas já haviam conversado anteriormente sobre a possibilidade de trabalharem juntas. A resposta de Anitta, porém, foi negativa. Segundo Priscilla, a cantora afirmou que não havia gostado tanto da música. “Ela não amou”, contou Priscilla ao relembrar a conversa. Uma resposta sem rodeios Apesar da recusa, Priscilla contou o episódio de maneira descontraída e disse que não levou a situação para o lado pessoal. A cantora destacou justamente a sinceridade de Anitta ao responder ao convite. Em vez de aceitar uma parceria apenas pela possibilidade de reunir dois nomes conhecidos da música brasileira, Anitta teria preferido deixar claro que não havia se identificado com a faixa. As duas artistas já tinham conversado sobre uma possível colaboração antes do convite para “Meu Santo Me Guarde”, o que fez Priscilla considerar novamente a ideia ao preparar seu novo projeto. A música está no álbum “ECO” “Meu Santo Me Guarde” integra ECO, novo álbum de Priscilla lançado em 2026. A faixa apresenta uma abordagem pop da cantora e faz parte da nova fase de sua carreira, marcada pela consolidação de uma identidade musical diferente daquela de seus primeiros trabalhos. Mesmo sem a participação de Anitta, a música acabou entrando no repertório do álbum como planejado. A revelação sobre o convite também chamou atenção justamente pela forma como Priscilla decidiu contar a história: sem transformar a recusa em polêmica e ressaltando que a decisão de Anitta fez parte do processo normal de criação de uma parceria musical. Parceria pode acontecer no futuro? Embora o convite para “Meu Santo Me Guarde” não tenha avançado, Priscilla não indicou que exista um afastamento entre as duas. A possibilidade de uma colaboração futura também não foi descartada. Afinal, a própria cantora contou que já havia conversado anteriormente com Anitta sobre trabalharem juntas. Por enquanto, porém, “Meu Santo Me Guarde” segue como uma música solo de Priscilla — e a história por trás da tentativa de feat acabou se tornando uma das curiosidades do novo álbum.

  • Gkay explica tremor nas mãos após vídeo chamar atenção nas redes sociais

    Influenciadora afirmou que tremedeira é efeito colateral de antidepressivo e disse que pode falar mais sobre o tratamento Um vídeo publicado por Gessica Kayane, conhecida como Gkay, chamou a atenção dos seguidores nesta quarta-feira (16). Nas imagens, a influenciadora aparece cortando o próprio cabelo enquanto suas mãos apresentam tremores visíveis. A cena provocou comentários de seguidores preocupados com seu estado de saúde. Gkay decidiu então responder às mensagens e explicou que a tremedeira está relacionada ao uso de um antidepressivo. “Gente, a tremedeira é efeito colateral de antidepressivo”, escreveu a influenciadora em resposta a um dos comentários. Na mesma conversa, ela afirmou que poderia produzir um vídeo explicando melhor o assunto. Gkay já havia falado sobre tratamento A declaração desta quarta-feira ocorre meses depois de Gkay falar publicamente sobre sua saúde mental e a decisão de procurar acompanhamento profissional. No início de 2026, a influenciadora contou que havia buscado ajuda para lidar com crises de ansiedade e burnout. Em entrevista ao podcast PodDelas, em abril, ela falou sobre o preconceito que tinha anteriormente em relação ao tratamento psiquiátrico. Segundo Gkay, antes de procurar ajuda, tinha uma visão negativa sobre esse tipo de acompanhamento. Durante a entrevista, relatou que chegou a pensar que tratamento psiquiátrico era “coisa de louco”. Ela posteriormente passou a fazer acompanhamento com profissionais de saúde. Gkay não informou publicamente qual antidepressivo utiliza nem há quanto tempo faz uso do medicamento. Tremores podem aparecer como efeito de medicamentos O tremor é um movimento involuntário que pode atingir diferentes partes do corpo, especialmente as mãos. Existem diversas causas possíveis para o sintoma, incluindo alterações neurológicas, ansiedade, consumo de estimulantes e efeitos provocados por determinados medicamentos. Alguns antidepressivos podem provocar ou aumentar tremores como efeito adverso. A avaliação, porém, depende do medicamento utilizado, da dose, do histórico da pessoa e de outros fatores. Por isso, a presença de tremores durante um tratamento não significa, por si só, que exista uma doença neurológica ou outro problema grave. Também não é recomendado interromper ou alterar a dose de um antidepressivo por conta própria diante de um possível efeito colateral. A decisão deve ser discutida com o profissional responsável pelo tratamento. Influenciadora pretende falar mais sobre o assunto Depois da repercussão do vídeo, Gkay sinalizou que poderá explicar com mais detalhes o que está acontecendo. A possibilidade de falar publicamente sobre os efeitos do medicamento também mantém a influenciadora dentro de uma abordagem que já vinha adotando ao compartilhar experiências relacionadas à saúde mental. Até o momento, ela não divulgou o nome do antidepressivo utilizado nem apresentou outras informações médicas sobre o tremor. O episódio chamou atenção justamente pela espontaneidade: um vídeo que inicialmente mostrava apenas a influenciadora cortando o próprio cabelo acabou levando seguidores a questionarem sua saúde e abriu espaço para que ela comentasse publicamente sobre os efeitos do tratamento.

  • Dificuldade para engolir comprimidos: quando o problema merece atenção?

    Sensação de que o remédio fica preso na garganta pode ter causas simples, mas dificuldade recorrente para engolir alimentos ou líquidos deve ser investigada Engolir um comprimido parece uma tarefa simples, mas para algumas pessoas o momento de tomar um medicamento pode ser acompanhado de desconforto, náusea ou sensação de que a pílula ficou presa na garganta. Quando isso acontece ocasionalmente, não necessariamente significa que exista um problema de saúde. A situação, porém, merece atenção quando a dificuldade passa a ser frequente ou também aparece durante as refeições. Esse quadro pode estar relacionado à disfagia, termo utilizado para descrever dificuldades no processo de deglutição. A condição pode ter diferentes causas e afetar tanto a passagem de alimentos e líquidos pela garganta quanto pelo esôfago. Quando o comprimido não é o único problema Uma das principais diferenças está na frequência e na extensão do sintoma. Se a pessoa encontra dificuldade apenas com determinados comprimidos, o tamanho, formato ou textura do medicamento podem contribuir para o problema. Já quando a dificuldade também ocorre ao beber água ou durante as refeições, é importante investigar a causa. A disfagia pode estar associada a alterações neuromusculares e neurológicas, como as observadas após um AVC, na doença de Parkinson e na miastenia grave. Também pode estar relacionada a problemas que atingem o esôfago e a outras condições clínicas. Tosse ou engasgos frequentes durante as refeições também são sinais que merecem avaliação. Não triture o comprimido por conta própria Uma tentativa comum para facilitar a ingestão é esmagar o comprimido ou dividi-lo antes de tomar. Essa prática, entretanto, não deve ser feita automaticamente. Alguns medicamentos possuem revestimentos específicos ou foram desenvolvidos para liberar o princípio ativo de maneira gradual. Alterar sua estrutura pode modificar a forma como o medicamento é absorvido pelo organismo e, em determinadas situações, aumentar o risco de efeitos adversos. Por isso, antes de triturar ou partir um comprimido, é importante confirmar com médico ou farmacêutico se aquela apresentação permite esse tipo de alteração. Existem alternativas Quando a dificuldade está relacionada especificamente à apresentação do medicamento, o profissional de saúde pode avaliar alternativas. Dependendo do princípio ativo e da indicação, alguns medicamentos podem estar disponíveis em apresentações líquidas ou em outras formas que facilitem a administração. A troca, entretanto, deve ser feita com orientação profissional. O paciente não deve simplesmente substituir ou interromper um medicamento porque está encontrando dificuldade para engoli-lo. Quando procurar ajuda A dificuldade persistente para engolir não deve ser ignorada, principalmente quando aparece acompanhada de outros sintomas. Engasgos recorrentes, tosse durante as refeições, dificuldade para ingerir líquidos ou alimentos e sensação frequente de que algo ficou parado na garganta são situações que justificam uma avaliação médica. A investigação pode ajudar a identificar se existe uma alteração na própria deglutição, um problema no esôfago ou outra condição que esteja provocando o sintoma. Em caso de dificuldade súbita ou intensa para engolir, especialmente acompanhada de outros sintomas importantes, é necessário procurar atendimento médico com urgência. Dificuldade para engolir um comprimido ocasionalmente pode acontecer. O que merece atenção é quando o problema se torna recorrente ou começa a afetar também a ingestão de alimentos e líquidos.

  • Governo Trump critica Brasil por combate ao PCC e ao Comando Vermelho

    Relatório enviado ao Congresso dos Estados Unidos cobra medidas mais duras contra as duas principais organizações criminosas brasileiras O governo do presidente Donald Trump elevou nesta quarta-feira (16) o tom das críticas à política brasileira de combate ao crime organizado e ao tráfico internacional de drogas. Em um relatório enviado ao Congresso dos Estados Unidos, o governo americano afirmou que o Brasil não tem confrontado de maneira considerada suficiente o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), duas das principais organizações criminosas do país. O documento aponta o território brasileiro como um importante centro logístico para o tráfico internacional de cocaína e cobra do governo brasileiro medidas consideradas mais firmes contra as duas organizações. Apesar das críticas, o Brasil não foi formalmente incluído na relação de países classificados pelo governo americano como grandes produtores ou principais rotas de drogas. Também não recebeu a classificação de governo que teria “falhado de forma demonstrável” em seus compromissos de combate ao narcotráfico. Pressão sobre Brasília O relatório faz parte da avaliação anual da política internacional de combate às drogas dos Estados Unidos e surge em um momento de tensão nas relações entre Washington e Brasília. Segundo o governo Trump, o PCC e o Comando Vermelho passaram a representar uma ameaça que ultrapassa as fronteiras brasileiras. As duas organizações foram classificadas pelos Estados Unidos como organizações terroristas, medida que ampliou a pressão americana por cooperação contra suas estruturas financeiras e logísticas. Washington defende uma atuação mais agressiva contra as organizações e destaca países latino-americanos que, na avaliação americana, adotaram medidas mais duras contra o tráfico. A cobrança ocorre enquanto o governo brasileiro mantém sua própria estratégia de enfrentamento ao crime organizado, baseada em operações policiais, cooperação entre forças de segurança e ações de inteligência. Operação contra o crime organizado A crítica americana foi divulgada no mesmo dia em que forças de segurança brasileiras realizaram uma operação nacional contra organizações criminosas. Coordenada pela Polícia Federal e pelas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos), a operação cumpriu 173 mandados de busca e apreensão e 106 mandados de prisão em 19 estados e no Distrito Federal. Também foram determinadas medidas para bloquear ou sequestrar mais de R$ 508 milhões em bens ligados aos investigados. A operação tem como alvo redes relacionadas ao tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro e outros crimes violentos. A operação brasileira demonstra que o combate às organizações criminosas permanece entre as principais ações das forças de segurança federais e estaduais. Divergências sobre a classificação das facções A classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos também representa um ponto de divergência entre os dois governos. A administração americana passou a tratar as facções dentro de sua legislação de combate ao terrorismo, enquanto autoridades brasileiras têm defendido que o enfrentamento das organizações deve permanecer dentro do marco jurídico brasileiro de combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas. A diferença de abordagem acrescenta uma dimensão diplomática à discussão sobre segurança pública. O relatório americano, portanto, não representa uma classificação formal do Brasil como país que descumpre seus compromissos antidrogas, mas registra críticas diretas à atuação brasileira diante da expansão e da estrutura internacional atribuída ao PCC e ao Comando Vermelho. A cobrança de Washington deverá acrescentar mais um capítulo às discussões entre Brasil e Estados Unidos sobre segurança, tráfico internacional e cooperação entre os dois países.

  • ‘Feito Pipa’ é escolhido para representar o Brasil na disputa pelo Oscar 2027

    Longa de Allan Deberton foi selecionado pela Academia Brasileira de Cinema e agora começa a campanha por uma vaga entre os indicados a Melhor Filme Internacional O cinema brasileiro já tem seu representante na corrida pelo Oscar 2027. “Feito Pipa”, dirigido por Allan Deberton, foi escolhido nesta quarta-feira (16) pela Academia Brasileira de Cinema para representar o país na disputa por uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional. A produção foi escolhida entre seis finalistas. Também estavam na etapa final “100 Dias”, de Carlos Saldanha; “A Fabulosa Máquina do Tempo”, de Eliza Capai; “A Natureza das Coisas Invisíveis”, de Rafaela Camelo; “Nosso Segredo”, de Grace Passô; e “Vicentina Pede Desculpas”, de Gabriel Martins. A decisão coloca o longa cearense no início de uma nova etapa. A indicação ao Oscar, porém, ainda não está garantida: o filme precisa passar pelo processo de seleção da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas até chegar à lista final de indicados. Uma história ambientada no sertão Dirigido por Allan Deberton, “Feito Pipa” acompanha Gugu, um menino de 12 anos apaixonado por futebol e dança que vive no sertão do Ceará com a avó, Dilma, interpretada por Teca Pereira. Criado em um ambiente de liberdade e afeto, Gugu se vê diante de uma mudança que ameaça a vida que conhece quando surge a possibilidade de passar a morar com o pai, Batista, personagem interpretado por Lázaro Ramos. A relação entre avó e neto é o centro da narrativa, que aborda infância, família, afetos e as dificuldades provocadas pela possibilidade de separação. Trajetória internacional Antes mesmo da escolha para representar o Brasil, “Feito Pipa” já havia construído uma trajetória relevante em festivais internacionais. O longa estreou mundialmente no Festival Internacional de Cinema de Berlim, em fevereiro, onde recebeu o Urso de Cristal de Melhor Filme, concedido pelo Júri Jovem, além do Grande Prêmio do Júri Internacional da mostra Generation Kplus. No Festival de Cinema de Gramado, realizado em agosto, o filme também ganhou destaque. A produção recebeu quatro Kikitos — incluindo Melhor Direção para Allan Deberton, Melhor Atriz para Teca Pereira, Melhor Ator Coadjuvante para Lázaro Ramos e Melhor Filme pelo Júri Popular — além de uma Menção Honrosa para Yuri Gomes. O longa ainda passou por festivais no México e na Colômbia e tem outras participações internacionais previstas. Quando o filme chega aos cinemas? “Feito Pipa” estreia comercialmente no Brasil em 5 de novembro, com distribuição da Paris Filmes. A escolha da Academia Brasileira de Cinema agora abre uma nova fase para a produção: a campanha internacional em busca de uma vaga entre os cinco indicados ao Oscar de Melhor Filme Internacional. A cerimônia do Oscar 2027 está marcada para 14 de março. A lista de indicados será anunciada em janeiro. Até lá, “Feito Pipa” terá pela frente o mesmo processo enfrentado pelos filmes enviados por outros países: conquistar espaço na seleção da Academia de Hollywood e avançar até a lista definitiva de indicados.

  • Lula e Flávio Bolsonaro trocam acusações em meio à crise envolvendo o STF

    Candidatos à Presidência exploraram a investigação sobre Alexandre de Moraes e a relação de Flávio Bolsonaro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro A crise que envolve o Supremo Tribunal Federal entrou de vez no discurso da campanha presidencial nesta quarta-feira (16). Em declarações feitas ao longo do dia, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) trocaram acusações relacionadas ao ministro Alexandre de Moraes e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O embate ocorreu um dia depois de uma sessão extraordinária do STF que analisou a possibilidade de abertura de investigação envolvendo Moraes. A sessão terminou sem uma decisão definitiva após um pedido de vista do ministro Flávio Dino. Durante agenda de campanha em Juazeiro do Norte, no Ceará, Flávio voltou a criticar os ministros do Supremo indicados por Lula e associou o atual presidente ao ministro Alexandre de Moraes. “Quem está votando em Lula está votando em Alexandre de Moraes”, afirmou o candidato. Flávio também declarou que a situação do país estaria relacionada à atuação do Supremo e defendeu mudanças na composição da Corte caso seja eleito. Lula responde Em entrevista ao podcast Desce a Letra, Lula respondeu às declarações do adversário e procurou afastar sua responsabilidade pela indicação de Alexandre de Moraes. O presidente lembrou que Moraes chegou ao STF em 2017, durante o governo de Michel Temer (MDB), quando Lula não ocupava a Presidência. Apesar disso, Lula afirmou que considera positiva a atuação do ministro em decisões relacionadas aos ataques de 8 de janeiro e à investigação sobre a tentativa de ruptura institucional. Na mesma entrevista, Lula direcionou críticas a Flávio Bolsonaro e mencionou sua relação com Daniel Vorcaro. O presidente afirmou que o senador deveria explicar recursos relacionados ao financiamento do filme Dark Horse, produção sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. Segundo Lula, seriam R$ 130 milhões relacionados ao projeto. A afirmação foi apresentada pelo presidente como uma acusação contra o adversário. Vorcaro no centro da disputa Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e personagem central das investigações envolvendo o Banco Master, passou a ocupar espaço crescente no debate eleitoral depois que mensagens e outros documentos relacionados ao caso vieram a público. O material analisado pela Polícia Federal inclui conversas envolvendo Alexandre de Moraes e Vorcaro. As informações também atingiram outros personagens ligados ao caso e provocaram uma disputa dentro do próprio Supremo sobre a forma como os diferentes processos deveriam ser analisados. A investigação também menciona nomes de ministros indicados por Jair Bolsonaro. Entre eles estão André Mendonça e Kassio Nunes Marques. No caso de Nunes Marques, mensagens divulgadas mencionaram supostos pagamentos relacionados a seu filho; o ministro nega irregularidades. Uma crise que chegou à campanha A sessão do STF realizada na terça-feira (15) expôs divergências entre ministros sobre a condução dos processos relacionados a Moraes e André Mendonça. Uma proposta apresentada por Gilmar Mendes defendia que os casos fossem analisados conjuntamente. O julgamento acabou interrompido depois do pedido de vista de Flávio Dino, que terá prazo para devolver o processo. Com o Supremo no centro do noticiário, o episódio passou também a ser explorado pelos dois principais candidatos nas manifestações desta quarta-feira. Enquanto Flávio Bolsonaro utiliza a crise para criticar a atuação da Corte e relacioná-la ao governo Lula, o presidente procura afastar sua responsabilidade pela composição atual do Supremo e direciona o debate para as relações de seu adversário com Vorcaro. O confronto adiciona um novo capítulo à disputa eleitoral de 2026, em um momento em que as investigações envolvendo o Banco Master e integrantes do STF permanecem em andamento.

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