Terra entra em alerta para tempestade geomagnética causada por atividade solar

A Terra está sob alerta para a chegada de uma tempestade geomagnética provocada por uma ejeção de massa coronal liberada pelo Sol. Segundo a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), o fenômeno pode afetar o campo magnético terrestre até este sábado (29).
As ejeções de massa coronal são grandes liberações de plasma e campos magnéticos provenientes do Sol. Quando esse material alcança a região próxima à Terra, pode comprimir o campo magnético que protege o planeta e provocar alterações na atividade geomagnética.
O episódio também está relacionado à presença de um buraco coronal, uma região da atmosfera externa do Sol onde o plasma é menos denso e as linhas do campo magnético permanecem abertas. Isso permite que parte do vento solar escape em velocidades elevadas, formando fluxos conhecidos como HSS.
NOAA prevê tempestade de nível G2
A escala utilizada para classificar tempestades geomagnéticas vai de G1, considerada menor, a G5, nível extremo. Para esta sexta-feira (28) e sábado (29), a NOAA prevê uma ocorrência de nível G2, classificada como moderada.
Tempestades dessa intensidade podem provocar perturbações em sistemas elétricos localizados em regiões de latitude elevada. Entre os efeitos possíveis estão oscilações de tensão e, em episódios prolongados, danos a transformadores.
As comunicações também podem sofrer alterações. A propagação de sinais de rádio de alta frequência pode ser prejudicada em áreas mais ao norte, enquanto satélites podem registrar impactos relacionados às mudanças no ambiente espacial.
Outro possível efeito é o aumento da ocorrência de auroras boreais. De acordo com a NOAA, durante uma tempestade de nível G2, o fenômeno luminoso pode ser observado em regiões dos Estados Unidos mais ao sul do que o habitual, incluindo áreas próximas a Nova York e Idaho.
Primeiro alerta já havia sido emitido
Antes da previsão de uma tempestade moderada, a NOAA havia informado a possibilidade de uma ocorrência de nível G1. O episódio menor poderia produzir pequenas oscilações nas redes elétricas, efeitos discretos sobre satélites e alterações relacionadas à orientação de algumas aves migratórias.
Apesar de os alertas chamarem atenção, a classificação G2 não representa, por si só, uma ameaça direta à população. Os principais riscos estão relacionados ao funcionamento de determinadas tecnologias e infraestruturas que dependem de sistemas elétricos, de comunicação e de operação espacial.
Atividade do Sol pode provocar novos episódios
As tempestades geomagnéticas são consequência da interação entre partículas e campos magnéticos provenientes do Sol e a magnetosfera terrestre. A intensidade dos efeitos varia conforme a velocidade, a densidade e a orientação do material lançado pela estrela.
Por isso, os especialistas acompanham a trajetória das ejeções de massa coronal para atualizar os níveis de alerta à medida que o material se aproxima da Terra.
O episódio previsto para este fim de semana representa mais um exemplo de como fenômenos ocorridos a milhões de quilômetros do planeta podem produzir efeitos sobre tecnologias utilizadas diariamente na Terra.
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